Industrialização chega à construção civil
Empresas adotam novos processos e técnicas para agilizar obras e evitar desperdícios
A forte expansão imobiliária pela qual o Brasil vem passando exigiu adaptação e otimização por parte dos construtores. O alto déficit habitacional, combinado com o maior fôlego financeiro dos empreendedores e escassez de mão-de-obra qualificada, exigiu novas tecnologias e processos. Hoje, assim como ocorre numa linha de produção automotiva, a industrialização chegou à construção civil.
Técnicas construtivas, maquinário, materiais e fornecedores focam na nova tendência. A Premo Construções e Empreendimentos, por exemplo, tem seu nome fortemente identificado ao pré-moldado, sistema em que as peças são produzidas e posteriormente encaixadas na obra. A Gerdau já adota um sistema industrializado de corte e dobra, telas soldadas nervuradas, treliças e perfis estruturais laminados, poupando os construtores de contratar serviços manuais e propiciando rapidez.
Conforme o diretor de marketing de construção civil da Gerdau, Renato Bernardes, “no sistema de corte e dobra os vergalhões são entregues na obra prontos para o uso, cortados e dobrados segundo o projeto estrutural, na quantidade exata que vai ser utilizada, ou seja, just in time e sem perdas. A redução de estoque necessário de vergalhões nas obras resulta em canteiros mais bem organizados e mais limpos, base para qualquer programa de melhoria em qualidade e produtividade. A eliminação das perdas de vergalhões atende as recentes exigências da sociedade quanto à sustentabilidade dos empreendimentos de construção civil, além de representar substantiva economia para as construtoras. Para ter uma idéia de sua importância, o processamento manual de vergalhões no canteiro pode resultar em perdas de até 15% do volume de aço consumido”. Estado de Minas, 17/10/08 |