Morar bem é...
O local que moramos é o nosso canto, o nosso porto seguro. Por mais que a vida seja corrida, com tanto trabalho e atividades, é em nossa casa que arrematamos o dia. Podemos considerar onde moramos como: “O abrigo do abrigo da alma”. Por isso, esse ambiente reflete quase sempre no nosso estado de espírito. A nossa casa é quase sempre o bem maior, nosso maior patrimônio, sendo esse direito assegurado nas formas da lei.
Vivemos hoje nos grandes aglomerados urbanos, em que o poder de escolha de onde morar se torna vinculado à capacidade econômica de cada família. Com fins econômicos, grandes conjuntos residenciais são construídos para classes sociais com menor poder aquisitivo, usando projetos que contemplam espaços muito reduzidos e com sistemas estruturais extremamente rígidos, sem possibilidades de adequações a usos individuais e específicos. Nas classes com maior poder de renda, lhes é dada a escolha: residências multifamiliares verticais, só que, nessas, o projeto é flexível e é possível escolher até os materiais de acabamento.
O ideal para morar bem seria se todos pudessem concretizar seu sonho. Acompanhados de profissionais qualificados, escolhessem o lugar onde edificariam sua moradia. Perto dos locais de seu interesse, para não causar grandes desgastes de deslocamentos. Se possível com vista que possa trazer inspirações ou descortinar horizontes. Com tranqüilidade necessária para o repouso noturno, onde refazemos as energias.
Essa casa deveria ter o espaço que necessitássemos, na medida certa. O excesso se torna dispendioso, de difícil manutenção e traz falta de aconchego. A iluminação e ventilação devem ser agradáveis. Como são saudáveis os raios de Sol no início da manhã!
Que cada um dos espaços da casa pudesse comportar os móveis, eletros e objetos escolhidos, na forma, textura, cor e equilíbrio que venham traduzir a ambientação desejada. Como é bom ter um local para que possamos guardar ou expor tudo aquilo que gostamos de ter. Que possa ser convidativo, acolhedor de pessoas que gostamos de receber. Que esses se sintam à vontade e venham proporcionar o convívio social que tanto nos engrandece. Evaldo Rios, Arquiteto e Engenheiro Civil, Estado de Minas, 28/09/08 |