Setor cresce acima da expectativa
O ano de 2008 foi tão surpreendente para a construção civil que a Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat) chegou a rever para cima quatro vezes sua projeção de crescimento para o setor. Ainda assim, cresceu acima do esperado. Os fabricantes de materiais começaram 2008 contando com uma ampliação de 12% nas vendas, e, em novembro, já falavam em uma ampliação de 28%. Segundo o balanço do ano, divulgado ontem pela Abramat, o faturamento teve ampliação de 30,1%, para R$ 101,5 bilhões - nível inédito para o setor. Considerado apenas o mercado interno, o incremento é ainda maior - alta de 33,2%, para R$ 96 bilhões. As exportações têm uma participação de apenas 5% nos negócios, e fecharam o ano com queda de 11%, para R$ 5,3 bilhões. Levando em consideração apenas dezembro, o resultado é também positivo, garantido pelo alto patamar que o setor acumulou no ano - foram R$ 7,5 bilhões faturados no mês, alta de 13% sobre dezembro de 2007. Sobre novembro, no entanto, houve queda de 9,9%. "Até setembro o setor vinha em um crescimento espetacular, mas no último trimestre as taxas começaram a reduzir. Entre as construtoras houve quase uma parada nos lançamentos", disse Ana Maria Castelo, analista da FGV Projetos. "Mas o nível da atividade ainda é alto, com as obras de um ano, 18 meses atrás ainda em andamento." Com isso, explica Ana Maria, o setor entra em 2009 com cautela, contando com os sinais de apoio do governo - como ampliação do uso do FGTS na compra de um imóvel ou a possível redução de IPI para materiais de construção - para, pelo menos, manter o patamar de 2008. "De qualquer forma", lembra a analista, "já estamos em um patamar novo". "Mesmo crescendo menos, não voltamos para os níveis de três ou quatro anos atrás", disse. O ano de 2008 foi tão surpreendente para a construção civil que a Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat) chegou a rever para cima quatro vezes sua projeção de crescimento para o setor. Ainda assim, cresceu acima do esperado. Os fabricantes de materiais começaram 2008 contando com uma ampliação de 12% nas vendas, e, em novembro, já falavam em uma ampliação de 28%. Segundo o balanço do ano, divulgado ontem pela Abramat, o faturamento teve ampliação de 30,1%, para R$ 101,5 bilhões - nível inédito para o setor. Considerado apenas o mercado interno, o incremento é ainda maior - alta de 33,2%, para R$ 96 bilhões. As exportações têm uma participação de apenas 5% nos negócios, e fecharam o ano com queda de 11%, para R$ 5,3 bilhões. Levando em consideração apenas dezembro, o resultado é também positivo, garantido pelo alto patamar que o setor acumulou no ano - foram R$ 7,5 bilhões faturados no mês, alta de 13% sobre dezembro de 2007. Sobre novembro, no entanto, houve queda de 9,9%. "Até setembro o setor vinha em um crescimento espetacular, mas no último trimestre as taxas começaram a reduzir. Entre as construtoras houve quase uma parada nos lançamentos", disse Ana Maria Castelo, analista da FGV Projetos. "Mas o nível da atividade ainda é alto, com as obras de um ano, 18 meses atrás ainda em andamento." Com isso, explica Ana Maria, o setor entra em 2009 com cautela, contando com os sinais de apoio do governo - como ampliação do uso do FGTS na compra de um imóvel ou a possível redução de IPI para materiais de construção - para, pelo menos, manter o patamar de 2008. "De qualquer forma", lembra a analista, "já estamos em um patamar novo". "Mesmo crescendo menos, não voltamos para os níveis de três ou quatro anos atrás", disse. Gazeta Mercantil, 23/jan/09 |