Um milhão de casas populares em 2009
O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, disse, nesta quinta-feira, que faz parte dos planos do governo a construção de um milhão de casas populares em este ano. A idéia é combater o problema histórico de habitação no País e, ao mesmo tempo, amenizar outros problemas decorrentes da crise. "O programa do governo para habitação é muito importante e será anunciado na semana que vem", informou Miguel Jorge. Segundo o ministro, o assunto foi conversado com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante a viagem que fizeram recentemente à Bolívia e à Venezuela. "O presidente manifestou que gostaria de construir um milhão de casas ainda neste ano. Eu acho que, de fato, faremos isso. Até porque esta será uma das grandes alavancas para retomarmos o crescimento e, principalmente, o emprego", disse o ministro Miguel Jorge explicou que o programa de habitação que está para ser anunciado ajudará principalmente pequenas e médias empresas e favorecerá o uso intensivo de mão-de-obra. "Se você estimula a construção e venda de habitações populares, você causa um impacto enorme na geração de emprego em empresas locais porque, geralmente, as compras para as obras são feitas na própria cidade. Seja de materiais como tijolo e manilha, seja para alimentação e transporte dos empregados", argumentou o ministro, que vê impacto similar com as obras de saneamento básico implementadas pelo governo. CBIC. O presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic), Paulo Safady Simão, afirmou nesta quitna-feira que, se todas as medidas de apoio ao setor forem tomadas pelo governo, o crescimento da construção civil este ano ainda assim deve ser inferior ao de 2008, ficando em 5%. "A construção civil vai crescer mais de 9% em 2008, e não acharia nada de mais se nós falarmos em 5%, em 2009, se todas essas medidas que estamos conversando com o governo, não só para a área imobiliária, como para a de infra-estrutura, forem tomadas. O setor tem fôlego para isso", disse Simão ao sair da reunião de Conselho de Desenvolvimento Econômico Social (CDES) no Palácio do Planalto. "O País precisa de muita proteção e muita coisa está sendo estudada. O governo está estudando desoneração tributária e uma série de propostas não só para o setor (da construção civil), como em geral", acrescentou Simão. Na reunião desta quinta, o presidente da Cbic afirmou que o setor cobrou da Receita Federal a redução da burocracia para emissão da certidão negativa de débito. "Isso está trazendo problemas para o País inteiro, está travando o mercado imobiliário, o de registros de incorporação, a liberação de financiamento. É tão sério que o governo editou uma medida provisória para que os bancos oficiais se livrem da certidão de débito para poder funcionar." Jornal do Comércio, 23/01/09 |