Construção civil continua aquecida em 2009
Mesmo com a crise mundial, as chuvas e as festas de final de ano, o segmento da construção civil se mantém aquecido neste primeiro mês de 2009. Segundo o presidente do Sindicato da Construção Civil de Uberaba (Sinduscon), Nagib Facury, há trabalhos sendo realizados sob ação do pleno emprego; com isso, nenhum trabalhador do ramo está parado.
"Construção civil é o termômetro do mercado e comporta-se como um reflexo da economia, por isso é fundamental que o setor esteja bem", disse.
O presidente salientou ainda que nenhum dado de demissões foi registrado no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, mesmo sendo comum neste período de início de ano as demissões acontecerem.
Para continuar garantindo o aquecimento no mercado é importante a integração da construção civil junto ao poder público. Conforme Nagib, o setor tem encontrado boa vontade tanto dos governos municipais quanto do federal para que o ritmo da economia se mantenha.
"Cada um tem trabalhado, dentro de sua área, em função do ramo de construção; assim, nem a crise mundial conseguiu afetar" disse. O setor da construção civil depende de obras públicas para garantir a estabilidade econômica e os empregos que gera.
As vendas dos lançamentos imobiliários também continuam normais. Segundo Nagib, ainda sob os reflexos das festas de fim de ano não é possível medir queda ou alta no ramo imobiliário. "A partir do fim de fevereiro e começo do mês de março é que teremos essa informação", explicou.
O cimento, carro-chefe entre os itens da construção civil, está com o preço estável, porém não teve queda significativa. O saco com 50 quilos é comercializado, em média, por R$ 18,5. Elcimar Paula Silva, proprietária de uma loja de material de construção, informou que poderá haver aumento de 50 centavos nos próximos dias. Segundo ela, houve queda nas vendas, mas não muito diferente dos anos anteriores.
"Sempre há diminuição nas vendas em virtude das festas de finais de ano e das contas no mês de janeiro, mas mesmo com a crise mundial os efeitos foram poucos", finalizou. JM Online, 14/01/09 |