Crédito imobiliário
Informação sobre regras de financiamento permite fechar compra de imóvel com segurança A desinformação sobre os reflexos da crise financeira mundial no mercado imobiliário brasileiro tem sido um entrave para o fechamento dos negócios, principalmente aqueles que envolvem operações de crédito imobiliário. “O cliente tem dúvidas sobre se há mudanças nas regras do financiamento bancário e acaba por adiar ou desistir do negócio, sem antes buscar respostas seguras para os seus questionamentos”, diz o gerente geral de vendas da Via Nobre Imóveis, Mauredson Martins dos Santos Júnior.
Ele conta que, para mudar esse tipo de comportamento, a Via Nobre está em contato constante com os clientes para esclarecer qualquer dúvida sobre os financiamentos. “Levamos a informação até o cliente e o acompanhamos em visitas às agências bancárias para que ele possa realizar o negócio, com base em informações seguras”, observa, ao destacar que dessa forma a empresa conseguiu resgatar um bom número de negócios.
José De Filippo Neto, presidente da Rede Netimóveis, que reúne 75 imobiliárias do país, 36 delas em Belo Horizonte, recomenda a quem quer comprar um imóvel financiado justamente buscar sempre a assessoria de um especialista, para dirimir dúvidas e identificar o bem e a linha de crédito mais adequados ao seu perfil. “O corretor de imóveis, hoje, é um consultor imobiliário, apto a orientar o cliente, não só na identificação de um imóvel que atenda as suas necessidades, mas também na escolha de uma linha de crédito adequada à sua capacidade de pagamento”, afirma.
CONSULTAS
Outra boa fonte de informação para quem tem dúvidas sobre os financiamentos imobiliários são as entidades de mutuários, que, geralmente, oferecem assessoria jurídica a quem está com problemas para cumprir seus contratos e também prestam consultoria ao interessado em comprar um imóvel financiando. Em Belo Horizonte, a Associação Brasileira dos Mutuários da Habitação (ABMH) atende a esse tipo de demanda e, desde a deflagração da crise, em meados de setembro, registra um aumento no número de consultas.
“Estamos atendendo principalmente mutuários com dúvidas se devem ou não manter seus contratos. Mas também pessoas que buscam informações antes de assumir um financiamento”, diz o advogado Lúcio Delfino, diretor da ABMH. Ele informa que a possibilidade de uma elevação nas taxas de juros é o principal temor de quem quer ou precisa agora comprar um imóvel financiado. “Medo que não se justifica, já que a maioria dos bancos não elevou suas taxas de crédito imobiliário. Mas é provocado pelo aumento dos juros de outros tipos de financiamento, como o crédito consignado, o crédito direto ao consumidor, o financiamento de automóveis e o cartão de crédito”, afirma. Denise Moreira, Estado de Minas, 09/11/08 |